Na noite de 15 de novembro, às 21h30, o Centro Multimeios acolhe um dos momentos mais aguardados do festival: a sessão de encerramento do CINANIMA. O festival despede-se desta edição com um espetáculo simbólico, “Desenhar é abrir um ritmo”, concebido especialmente para a ocasião, com direção artística de Ana Pais Oliveira e será protagonizado pela Academia de Dança de Espinho – Nascente.
Com uma duração estimada em 15 minutos, esta criação original transporta para o palco o espírito que sempre guiou o CINANIMA: o diálogo entre formas de expressão artística, a celebração da criatividade e a busca incessante por novas linguagens visuais e emocionais. A performance propõe um encontro entre o desenho, o Cinema e a Dança, três linguagens que partilham o gesto, o movimento e o impulso criador.
Deste modo, uma dúzia de dançarinos da Academia de Dança de Espinho vão dar corpo à visão de Ana Pais Oliveira, numa coreografia que transforma o espaço cénico numa tela viva e em que o movimento se transforma num traço, o gesto numa cor, e a respiração num ritmo que se desenha no ar.
Inspirado num texto original da escritora Marta Pais de Oliveira, o espetáculo convida o público a refletir sobre a capacidade transformadora da arte e a beleza da comunicação entre diferentes disciplinas artísticas.
“A arte é um veículo para a excecionalidade do ser humano e tem o poder de salvar”, lê-se na sinopse e é precisamente essa ideia de salvação, de elevação através do gesto artístico, que serve como fio condutor desta criação.
“Este espetáculo de dança, intitulado Desenhar é abrir um ritmo, pretende refletir sobre a beleza da comunicação entre distintas artes ou manifestações artísticas, como o desenho, o cinema e a dança. Nenhuma forma de arte se guarda numa gaveta estanque e esse dinâmico processo de transdisciplinaridade, de contaminação dos modos de ver e fazer, enriquece a experiência humana”, refere Ana Pais Oliveira.
“Desenhar é abrir um ritmo” é, também, uma homenagem aos construtores de sonhos. Aqueles que, nos ateliers, nos estúdios e nas salas de ensaio, dão forma ao invisível e transformam a emoção em matéria. O espetáculo fala de todos os que pintam, filmam, escrevem, dançam e imaginam, daqueles que recusam a passividade e escolhem, através da arte, reinventar o mundo.
Nesta peça, o cinema de animação – essência e alma que norteia o CINANIMA – surge como fonte de inspiração e destino. Os dançarinos “desenham com o corpo”, interpretando o texto e a música como se fossem linhas em movimento para celebrar o gesto criativo e o imaginário que dá vida aos desenhos animados.
A intervenção artística terminará “numa festa de cor e ritmo que homenageia o cinema de animação e o imaginário dos desenhos que animam e fazem crianças e adultos sonhar”, de acordo com a responsável criativa, que pretende convocar o público a redescobrir o poder das artes enquanto linguagem universal de partilha, questionamento e encantamento.