As freguesias de Espinho, Paramos e Silvalde estão na lista das zonas de alto risco para a gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP), segundo o despacho publicado esta semana pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). No concelho vizinho de Ovar, também as freguesias de Cortegaça, Esmoriz, Maceda e a União de Freguesias de Ovar, São João, Arada e S. Vicente de Pereira Jusã foram incluídas na lista.
O anúncio surge na sequência do aumento de focos da doença em Portugal e na Europa, tendo já sido confirmados 31 casos no país desde o início do ano, dos quais 30 são do subtipo H5N1. O risco de disseminação da GAAP entre aves selvagens e aves domésticas é atualmente elevado, devido ao aumento do número de focos confirmados e à sua ampla distribuição geográfica.
“Os últimos dois focos de infeção por vírus do subtipo H5N1 afetaram uma exposição de aves em cativeiro, situada no distrito de Aveiro, concelho e freguesia de Oliveira do Bairro e um estabelecimento de aves em cativeiro, no distrito de Santarém, concelho da Chamusca e União de freguesias de Parreira e Chouto” – lê-se no despacho.
A DGAV determinou medidas de confinamento para aves domésticas e em cativeiro nas freguesias consideradas de risco elevado, com o objetivo de impedir o contacto com aves selvagens, que consideram ser as principais portadoras do vírus.
A DGAV explica ainda que a GAAP é uma doença vírica altamente contagiosa, responsável por elevadas taxas de mortalidade nas aves e grandes prejuízos económicos para a produção avícola, representando também uma ameaça à biodiversidade e à conservação das espécies.