A Lufthansa Technik, empresa de manutenção de aviões do grupo alemão, está a aguardar pela aprovação ambiental para avançar, no Verão, com a construção da sua unidade em Santa Maria da Feira, um investimento de 309 milhões de euros que deverá criar 526 empregos até 2030. A consulta pública da Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) terminou a 5 de fevereiro e o documento está agora em análise.
A unidade da Lufthansa Technik, que recebeu o estatuto de Projeto de Interesse Nacional (PIN), deverá iniciar a operação em 2028. Segundo a Avaliação de Impacto Ambiental, o projeto empregará 526 trabalhadores em 2030, dos quais 55 profissionais altamente qualificados. nova unidade de manutenção e reparação de componentes de avião e motores será construída num lote de terreno com perto de 230 mil metros quadrados na zona do Lusopark.
Com quatro pisos e uma área edificada de 48.753 m2, terá capacidade para processar 30 toneladas de peças por dia. Os componentes a reparar chegarão de todo o Mundo, sobretudo por via aérea através do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, sendo depois encaminhados por veículos pesados de mercadorias até à localização da unidade industrial, refere a AIA.
A Lufthansa Technik presta serviços a mais de 800 clientes em todo o mundo, incluindo fabricantes de equipamento original (OEM), empresas de leasing de aeronaves, operadores de jatos privados, forças armadas e companhias aéreas.
Parceria firmada com empresa portuguesa
Recentemente, a Lufthansa e a empresa portuguesa IFA – International Flight Academy, especializada em formação aeronáutica, firmaram um acordo para colmatar a falta de mecânicos de aeronaves qualificados no mercado. A IFA anunciou o lançamento do programa FLEX, um curso online “inovador” que visa formar futuros profissionais com a componente teórica assegurada pela Lufthansa Technical Training.
“O setor aeronáutico enfrenta uma procura crescente de TMA (técnicos de manutenção aeronáutica). Um relatório recente, apoiado pela Boeing e Airbus, estima que serão necessários 700.000 novos profissionais em todo o mundo nas próximas duas décadas”, lê-se no comunicado.
Em Portugal, estima-se que sejam necessários cerca de 200 técnicos. O programa criado destina-se a jovens recém- saídos do ensino secundário e pretende modernizar o modelo tradicional de curso intensivo presencial de dois anos, oferecendo uma plataforma de e-learning que permite aos alunos começar o programa em qualquer momento e avançar ao seu próprio ritmo.