O Fantasporto está a decorrer no Porto e entra esta semana na reta final da sua 46.ª edição, com uma programação marcada por estreias e por um olhar assumidamente virado para a vanguarda do cinema fantástico e para os temas da atualidade, como a guerra, a inteligência artificial, as redes sociais e a crise climática.
De acordo com a organização, o festival recebeu filmes de 73 países e, após seleção de mais de mil títulos, reúne obras de 31 nacionalidades, distribuídas por secções competitivas e não competitivas. O alinhamento inclui 31 antestreias mundiais, internacionais e europeias, além de dezenas de primeiras obras, mantendo o perfil de “descoberta” que tem marcado o certame ao longo de 46 anos.
Entre os destaques desta edição estão o regresso em força do cinema espanhol e da América Latina, a presença expressiva do Oriente — com especial incidência no Japão e a visita do realizador Eiji Uchida (“The Specials”) — e um foco dedicado ao cinema contemporâneo da Noruega, desenvolvido com o Norwegian Film Institute.
A retrospetiva norueguesa integra títulos como “Don’t Call Me Mama”, “My Uncle Jens”, “Armand”, “Loveable”, “Thelma”, “Kitchen Stories”, “What Will People Say” e “Blind”. No plano das competições, a Secção Oficial de Cinema Fantástico e a Semana dos Realizadores reúnem longas e curtas-metragens inéditas em Portugal, com histórias que vão do horror clássico a distopias tecnológicas.
Do lado nacional, o festival volta a dedicar espaço ao Prémio de Cinema Português, com filmes e autores em competição, incluindo a longa “Cativos”, de Luís Alves, e “Paramnésia”, de Tiago “Ramon” Santos, além de trabalhos de várias universidades e escolas superiores com cursos de cinema. Em paralelo, decorrem as Movie Talks, no Bar do Batalha, com entrada livre, num programa de conversas e debates sobre cinema e indústria, este ano centrado nos desafios atuais do setor e na transformação digital, além de apresentações de livros e sessões temáticas