O Auditório de Espinho apresentou a sua agenda para os meses de março, abril e maio, consolidando uma proposta que atravessa os quatro continentes e múltiplos géneros musicais. O alinhamento, que cruza o jazz, a música erudita e as sonoridades do Médio Oriente e África, destaca nomes como o libanês Rabih Abou-Khalil ou a violinista cubana Yilian Cañizares.
O ciclo de concertos arrancou na semana passada com o pianista Mário Laginha, que apresentou o álbum a solo “Retorno”, inspirado na obra literária de Dulce Maria Cardoso.
Segue-se agora, a 20 de março, o alaudista Rabih Abou-Khalil, cuja proposta funde a tradição árabe com o jazz e a música clássica.
A transição para abril é marcada pela Orquestra XXI, sob a direção de Dinis Sousa, com um programa dedicado a Mendelssohn e Bach, e pela Orquestra de Jazz de Espinho, que, a 11 de abril, convida os solistas Seamus Blake e Hermon Mehari para homenagear o centenário de Miles Davis e John Coltrane.
A segunda metade da programação de abril foca-se nas heranças lusófonas e africanas, com o espetáculo “Alma Lírica”, de Mônica Salmaso, dedicado aos clássicos brasileiros, e a colaboração da moçambicana Selma Uamusse com o Projeto Benjamim, nos dias 25 e 26. A programação anunciada encerra em maio com a vitalidade afro-cubana de Yilian Cañizares, a 9 de maio, e o regresso do The Gurdjieff Ensemble, no dia 22, grupo que reinterpreta a tradição musical arménia e o legado de Georges I. Gurdjieff.