O jurista Ricardo Sousa, aprovado por unanimidade em novembro pela concelhia do PSD/Espinho como candidato à Câmara Municipal, anunciou hoje ter apresentado um pedido de impugnação da candidatura de Jorge Ratola, nome imposto pelo PSD nacional, com o apoio de 115 militantes.
O processo teve início quando Ricardo Sousa, atual presidente da concelhia e antigo deputado, foi escolhido localmente para liderar a candidatura. Em fevereiro, a direção nacional anunciou que iria intervir no processo, e em julho a distrital confirmou a escolha de Jorge Ratola, atual adjunto do primeiro-ministro e ex-vice-presidente da Câmara de Aveiro, como candidato oficial.
Ricardo Sousa submeteu-se a nova votação interna, obtendo 61 votos a favor, nove abstenções e nenhum voto contra, e classificou a sua substituição como resultado de um “ajuste de contas pessoal” liderado por Luís Montenegro. Considera que a decisão viola os estatutos do partido, já que o seu nome nunca foi submetido à Comissão Política Distrital, como exigido.
No pedido enviado ao Conselho de Jurisdição Nacional, o líder da concelhia questiona a legalidade da escolha e reclama a reposição do processo previsto nos estatutos. Entre os subscritores do pedido estão quatro ex-presidentes da concelhia e vários autarcas ligados ao PSD.
Sem resposta do partido quanto às razões da rejeição, Ricardo Sousa decidiu avançar com o pedido para garantir que não sejam ultrapassados prazos formais.
Além de Jorge Ratola, concorrem à Câmara de Espinho nas eleições de 12 de outubro Pilar Gomes (CDU), Luís Canelas (PS) e Maria Manuel Cruz, atual presidente, agora como independente após se desvincular do PS por discordar da escolha do cabeça-de-lista.