O presidente da Comissão Política Concelhia de Espinho do PSD, Ricardo Sousa, afirmou hoje que o apoio da Nacional à candidatura de Jorge Ratola à Câmara Municipal de Espinho “não encerra” o processo em curso, relembrando que está ainda para apreciação um pedido de impugnação da decisão. O documento, que conta com o cunho de outros 115 militantes locais do partido, denuncia uma “clara violação dos estatutos”.
“Esperamos que o processo decorra com a necessária celeridade, para que a decisão seja tomada em tempo útil, e para que o Conselho de Jurisdição nacional não seja, por omissão, conivente com uma decisão que desrespeita as regras mais elementares do funcionamento partidário” – refere o presidente da concelhia.
Ricardo Sousa, que em novembro de 2024 havia sido escolhido pela concelhia que preside para encabeçar a candidatura do partido à Câmara Municipal de Espinho nas Autárquicas que se avizinham, esclarece que a decisão da estrutura local foi “completamente pacífica”, tendo recolhido “um apoio muito expressivo” das bases do partido.
“É por isso necessário perceber o motivo e fundamento para esta decisão. Mas é preciso perceber também, em que momento se deu a aprovação por parte da Comissão Política Nacional do candidato à Câmara Municipal de Espinho. Recordamos que embora a comunicação da CPN seja apenas do dia 15 de julho, a Comissão Política Distrital comunicou a decisão da Nacional em reunião do dia 2 de julho” – considera.
Para além de configurar uma “violação e atropelo dos estatutos”, esta decisão representa também, para o responsável, o culminar de um processo “profundamente anti democrático”. “Este procedimento, para além de abrir um grave precedente, é em Espinho absolutamente inédito. Desde 1976 que a vontade da concelhia sempre foi respeitada” – justifica.
Por isso, Ricardo Sousa quer perceber não só os fundamentos que sustentam esta decisão, mas também os seus timings, já que a comunicação da Comissão Política Nacional do PSD acontece apenas a 15 de julho, quando a Distrital já havia transmitido a posição da mesma em reunião de 2 de julho.
A concelhia de Espinho está ainda a aguardar uma posição – e outros pormenores – em torno da escolha de Jorge Ratola – recorde-se, assessor de Luís Montenegro – como candidato. “Solicitamos ao presidente do partido [Luís Montenegro] e ao seu secretário geral, em carta enviada no dia 7 de julho, fundamentação da decisão e a ata da reunião em que a mesma terá sido tomada, sem que até hoje se tenha obtido qualquer resposta ou justificação” – conclui.