Chega: Carlos Costa não será o candidato à Câmara, mas poderá vir a concorrer à Assembleia Municipal

O presidente da Comissão Política Concelhia de Espinho do Chega, Carlos Costa, não encabeçará a candidatura do partido à Câmara Municipal, mas poderá vir a liderar a lista à Assembleia Municipal, sabe o MV.
475384534_122194408112178511_8313543213235686945_n

O presidente da Comissão Política Concelhia de Espinho do Chega, Carlos Costa, não encabeçará a candidatura do partido à Câmara Municipal, mas poderá vir a liderar a lista à Assembleia Municipal, sabe o MV.

O gestor de 51 anos, natural de Espinho, havia sido legitimado pela Nacional e Distrital do partido de André Ventura para liderar uma incursão à Câmara, mas decidiu “por estratégia” dar um passo atrás, e colocar “alguém mais conhecido” localmente a liderar a candidatura.

O MV sabe, também, que o candidato que o Chega virá a apresentar é natural de Espinho, e gestor de empresas, o que poderá “vir a revelar-se particularmente importante” no momento de gerir um orçamento – acredita Carlos Costa.

“Entendi que deve ser alguém com impacto local a encabeçar a nossa candidatura. Se olharmos para as Legislativas recentes, subimos consideravelmente em todas as freguesias, à exceção da de Espinho, onde o nosso crescimento não foi tão expressivo. Queremos elevar essa percentagem de votos” – vinca.

A intenção do Chega Espinho é a de apresentar candidaturas “a todas as juntas de freguesia”, estando algumas das listas já devidamente definidas, e outras ainda por completar.

Carlos Costa assumiu a liderança da Concelhia do Chega em dezembro de 2023, estando legitimado para a conduzir durante três anos, até dezembro de 2026. “Comecei com o projeto ‘Chega’ sozinho: não havia estrutura concelhia, e os militantes existiam, mas não havia contacto. Hoje considero-nos uma força devidamente consolidada, em parte porque muita gente deixou de ter receio de dizer que apoia o Chega” – resume.

Carlos Costa teve “algum receio” de não ser reconhecido o suficiente em Espinho, tendo estado emigrado durante vários anos na Suíça. “Não estou à procura de ‘tachos’, até porque sou contra eles. Inicialmente, o partido ficou impressionado com este meu recuo, mas acabaram por perceber que a única coisa que estou a ter em vista é o melhor para Espinho, que é o que me move” – complementa.

Num comentário às tensões internas que têm vindo a ser noticiadas no PS e PSD locais, o gestor assegura que o Chega “não andará com recuos” nos candidatos apresentados, acreditando até que as mesmas poderão “vir a beneficiar” o partido nas urnas.