“Parece que está tudo congelado em Espinho”

23 Maio, 2013

Depois de ser candidato há quatro anos, Fausto Neves volta a assumir a liderança da CDU para as eleições autárquicas. O pianista e professor fala de como será a campanha e analisa a cidade e o concelho, traçando os objetivos principais da coligação.

 Foi candidato há quatro anos. Porque decidiu voltar a candidatar-se?
Eu não decidi. Houve uma discussão coletiva, primeiro do PCP, que achou por bem repropor-me e depois da CDU, que concordou.

Têm já ideias para o vosso programa eleitoral?
Esta campanha eleitoral para a autarquia é, para nós, muito fácil, porque é praticamente o espelho que se está a passar no país. No país, estamos na situação em que estamos devido a uma política de 37 anos. Espinho é um concelho pequeno, que era muito próspero a nível industrial e comercial, que tem área de jogo, o que lhe dá uma vantagem muito grande… A questão que se põe é como chegamos até aqui. Como é que a Câmara tem 41 milhões de dívidas deixadas pela autarquia socialista de José Mota, que esta Câmara diz que está muito atrapalhada para pagar mas que já aumentou mais cinco milhões. Como é que o concelho de Espinho está com uma dívida de 45 milhões e vai na direção dos 50? É uma monstruosidade. A CDU continua a mesma coisa, achamos que uma autarquia deve gerida com trabalho, honestidade e competência, achamos que não tem sido assim. Há grandes influências do poder económico no poder político e achamos que o poder político deve imperar, embora se dialogue com toda a gente. Em caso de decisões, deve sempre prevalecer o público sobre o privado, a maioria sobre a minoria. As pessoas que têm dificuldades e preconceitos acham que somos todos bons rapazes, mas temos aquela coisa de ser vermelhões… Já tiveram tempo para ver no que isso dá.

Pode ler a entrevista completa na edição de 22 de maio de 2013 do jornal Maré Viva




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