Espinhense Antero Costa apresenta livro

16 Outubro, 2014

Chama-se “Alimentação: Património Cultural Imaterial” e resultou da tese de mestrado que Antero Costa realizou na Universidade de Coimbra. A obra foi apresentada sábado à tarde na Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva e foram muitos os que não quiseram perder a iniciativa.

 Foi com a presença de dezenas de pessoas que o espinhense Antero Costa apresentou o seu livro “Alimentação: Património Cultural Imaterial”. Como é habitual nestas iniciativas, Quirino de Jesus, vereador da Câmara Municipal, deu as boas-vindas a todos os presentes e congratulou o autor “pela coragem que teve em partilhar a obra”. O responsável autárquico recordou que Espinho é uma terra rica em artes e cultura e, assim, “rica em autores”.

Seguiu-se a intervenção de Cristina Paula Baptista, prima de Antero Costa, que falou sobre a alimentação como património. A espinhense referiu que tinha lido a obra sob três perspetivas: a familiar/íntima, a política e a cultural. Quanto à primeira perspetiva, falou de como, enquanto primos, ela e o autor partilhavam “memórias gastronómicas”. Na perspetiva política, Cristina Paula Baptista, mencionou a mudança de conceito de património: “O verdadeiro património constrói-se de memórias e deveria haver medidas de política para manter essas tradições gastronómicas e preservá-las”.

Na terceira perspetiva, a especialista referiu como Antero Costa se debruçou sobre a castanha, o porco e o pescado. “Estava à espera que falasse da bola de sardinha da nossa avó, é uma falha”, brincou. A oradora falou de Espinho como uma terra rica em cultura gastronómica e deu o exemplo da sardinha, alimento associado aos tempos de crise no passado. “Vale a pena olharmos um pouco para nós e para a nossa infância, para deixar aos nossos filhos algo que os diferencie”, acrescentou.

Já o autor disse ser sempre bom estar rodeado de familiares, amigos, colegas e alunos “ainda mais por causa de um livro”. “É muito gratificante”, acrescentou Antero Costa que explicou, em seguida, que a obra resulta de uma tese de mestrado e que tem uma abordagem histórica e conceptual, sendo direcionado para “um público interessado”, como a comunidade estudantil, como forma de “reflexão”.

O espinhense falou no fado e na dieta mediterrânica como elementos do património imaterial nacional e disse que os detentores do património são fundamentais neste processo: “Sem a sua participação e consentimento, não era possível, são eles que têm que querer transmitir esse património para as gerações seguintes”.

Já no final da apresentação, Antero Costa confessou ao Maré Viva que estava a contar com casa cheia: “Falamos com muita gente e depois sabemos que o tema é apelativo, desperta à curiosidade. Eu estou, de certa forma, ligado ao ensino e tive a presença de alguns alunos, o que é muito gratificante´”. O autor referiu que o livro parte de uma área nova no ensino superior, “a história da alimentação” e não propriamente a culinária.




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