Tornar Espinho uma cidade agradável

12 Setembro, 2013

Depois de ter sido, há quatro anos, candidato à Junta de Freguesia de Paramos pelo Bloco de Esquerda, Dinis Pinto é agora o cabeça-de-lista bloquista à Junta de Espinho.

Como é que passou de candidato à Junta de Paramos para a de Espinho?

Eu já vivo há quase 52 anos, a minha família veio para Espinho nos anos 60 e nós habituamos a um tipo de vila que tinha qualidade de vida, que era o ex-libris da Costa Verde e hoje Espinho está atrás de S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, de terras que evoluíram muito mais e que aproveitaram as condições que os espinhenses não souberam aproveitar. Espinho tem condições urbanísticas que as outras cidades não têm, mas estagnou. Esta Câmara suspendeu o PDM. Porque é que foi suspenso?

Com a sua candidatura, pretende colocar Espinho na mesma linha das outras cidades?

Queremos criar uma evolução, tornar Espinho numa cidade agradável de viver. Espinho parece quase uma lixeira a céu aberto, vamos pelas ruas e só lixeira, excrementos de animais… Quem é que é responsável por isto? É a Junta de Freguesia particularmente. Não há nenhum cartaz a proibir esses comportamentos ou a dizer aos proprietários dos animais que limpem os excrementos. À noite, as pessoas trazem os cães para passear na Avenida Maia Brenha e, de manhã, está tudo sujo. Há falta de civismo porque as autoridades competentes não atuam. Por exemplo, durante o verão, na marginal há centenas de jovens a praticar desporto. Há uns sanitários amovíveis que fechavam, em anos anteriores, às 19h00. À noite, onde é que as pessoas iam fazer as necessidades? Os quartos de banho são a casa de visita de uma cidade…

O que falta ainda fazer em Espinho?

Espinho tem muitos bibelôs… Faz lembrar os tempos da nossa juventude em que nos davam um brinquedo, recebíamos e andávamos com ele na mão naquele dia e, no dia seguinte, já era guardado para não se estragar. Temos o Multimeios, temos o Museu… No Multimeios, não entra quase ninguém. Poderia haver um intercâmbio com a Escola de Música para lá ter alguém a tocar e dinamizar o espaço. Os equipamentos foram dados a pessoas que não estão preparados para os dinamizar. Não podemos ter um edifício daquela categoria só para o Cinanima, embora seja importante. Se formos por Espinho, não vemos espaços para os jovens praticarem desportos, não há nada. A pista de bicicletas está ocupada com “bicicletas de quatro rodas”… De um lado paga-se estacionamento e do outro não?

O estacionamento pago é sempre um assunto polémico…

O estacionamento foi uma negociata tanto desta Câmara como da outra. Quando a Câmara aprovar a construção do subterrâneo, a empresa vai dizer que não tem condições e vai-se embora. Entretanto, metem o dinheiro ao bolso e os espinhenses é que pagam, os comerciantes sofrem porque as pessoas deixam de vir a Espinho.

A Alameda 8 está à espera de uma requalificação. O que é que o Bloco de Esquerda pensa fazer para que a obra seja feita o quanto antes?

Aquele espaço é uma ferida no coração da cidade, está um pouco melhor do que o Mota deixou, mas é provisório. Espinho não pode dar-se ao luxo de ter um espaço assim desperdiçado. Tem que ser requalificado. Há um projeto que, talvez, seja um pouco megalómano e que terá que ser repensado segundo as condições atuais da cidade. Falando noutra requalificação – a da feira -, começaram a requalificação, mas, para lá da Rua 33, aquilo é Marrocos. Tiraram as árvores que lá tinham, está há dois anos sem a luz ligada, os ferros para segurar as tendas estão sempre para cima e são um perigo… Colocaram uns candeeiros caríssimos, com leds para gastar menos energia. Segundo o que soube, parece que cada candeeiro custou três mil euros e quase metade daqueles que ficam na zona da fruta já estão destruídos. Não se responsabiliza ninguém? São os feirantes que os colocam abaixo. Todas as terças-feiras, anda lá pessoal a tentar endireitá-los e arranjá-los.

Quais serão as prioridades da sua candidatura?

O ambiente, os jovens… Na ação social, e para os idosos, temos várias ideias. Há um espaço junto à Fosforeira, que foi entregue graciosamente à Santa Casa da Misericórdia e que está fechado não sei porquê. O antigo centro de saúde, na Rua 31, seria também bom para os idosos. É um espaço grande, tem três andares, é no centro da cidade. A quem pertence? Se fosse requalificado, poderia servir para um centro de dia, seria um espaço ideal dentro da cidade. A ginástica para os idosos também deve ser equacionada. Os mais velhos deveriam ter acesso gratuito ou a preços módicos na piscina, por exemplo… Em Espinho, a única coisa que não conseguiram degradar foi o mar. Temos que cuidar na nossa terra, torná-la agradável.




2 comentários em “Tornar Espinho uma cidade agradável

  1. Vítor Manuel Gomes escreveu:

    É caso para perguntar, se está assim tão mau porque continua o senhor Dinis a viver em Espinho? Este tipo é uma nulidade, só diz coisas redondas e não dá uma para a caixa das sugestões. A única coisa que sugere é criar um centro de dia para os idosos, quando isso já existe na cidade, que falta de visão e de imaginação.

  2. Senhora da Ajuda escreveu:

    Espinho é uma cidade encantadora! Sø temos que ter cuidado para que nao a compliquem.
    Uma cidade, onde nao se necessita de carro, muito agradavel para desporto, tem tudo para uma boa qualidade de vida, melhor nao hå!
    Sø falta um pequeno retoque! Colocar os numeros nas esquinas de cada Rua. Porque torna-a muito especial e talvez plantar mais palmeiras e nao deixar construir de qualquer jeito mas sim com bons arquitetos.
    Tem pessoas maravilhosas e orgulhosas das boas tradioes….

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